A
reforma tributária e o meio ambiente
por
Antonio Carlos Del Nero
Verões
mais quentes e invernos mais rigorosos, maior número
de enchentes, secas e incêndios florestais, aumento
da intensidade de tempestades e furacões, derretimento
de geleiras e capotas polares e elevação do
nível do mar são algumas das conseqüências
das mudanças climáticas já percebidas
em várias partes do planeta, inclusive no Brasil. Essas
alterações ocorrem em função do
aumento da temperatura média no Brasil e no mundo,
e são causadas por um fenômeno conhecido como
aquecimento global, que vêm ocorrendo nos últimos
150 anos.
O
efeito-estufa é um fenômeno natural que existe
para manter a Terra aquecida. Sem essa camada de proteção,
formada por gases, o nosso planeta seria coberto de gelo.
O problema surgiu quando o homem passou a desenvolver novas
tecnologias e a queimar combustíveis fósseis,
como carvão e petróleo, para fazer máquinas
e indústrias funcionarem. O resultado foi o aumento
da emissão de gases que causam o efeito estufa na atmosfera,
a qual conseqüentemente, passou a ficar mais aquecida
do que o normal.
O
crescimento econômico agride o meio ambiente, no entanto,
existem fórmulas que podem dar sustentabilidade na
luta ambiental.
A
reforma tributária já passou da hora de ser
concretizada. E por quê não incluir a tributação
para incentivar a preservação ambiental?
Cientes
do perigo que as mudanças climáticas podem representar
para a humanidade, o nosso Congresso Nacional e o Poder Executivo
poderiam incluir na pauta da reforma tributária em
estudo, bônus tributários para empresas que tomassem
atitudes reais com o intuito de reverter essa situação.
O objetivo a ser alcançado é fazer com que as
atividades econômicas diminuam os níveis de emissões
de dióxido de carbono (CO2 – principal gás
do efeito estufa). Ao nosso ver, cotas de isenções
tributárias poderiam ser destinadas para empresas que
realmente cumprissem uma meta na luta para salvar nossos descendentes,
no Brasil e no planeta Terra.
Para
isso, medidas que determinam metas de redução
de emissões de gases e estimula o desenvolvimento de
tecnologias sustentáveis seriam compensadas com uma
política de desoneração tributária
obtida segundo uma sistemática de investimento positiva
que reduzissem o CO2, no nosso país.
Segundo
a ONU, as mudanças do clima podem forçar migrações,
provocar guerras e afetar a vida de milhões de pessoas
e de seres vivos em todo o planeta. No Brasil, quem poluísse
menos, pagaria menos tributo. É o tributo aplicado
na preservação do meio ambiente do nosso país
e conseqüentemente, da vida em nosso planeta Terra!
O
Brasil é um país em desenvolvimento com grande
potencial econômico a ser explorado e certamente temos
que tomar providências adequadas para sustentabilidade
do nosso meio ambiente e aquelas que desoneram o bolso dos
contribuintes, são as mais receptivas.
No
nosso ponto de vista, o Congresso Nacional deveria aproveitar
a reforma tributária e hastear a bandeira contra o
aquecimento global de forma pioneira. Seria um exemplo a ser
seguido mundialmente.
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