Mens sana in corpore sano

por Antonio Carlos Del Nero

Dr. Deepak Chopra é indiano, médico, filósofo de reputação internacional, autor de mais de 35 livros e um dos mais respeitados pensadores da atualidade. Vale a pena analisar um de seus pensamentos. Segundo o filósofo, somos as únicas criaturas na face da Terra capazes de mudar nossa biologia em função dos nossos pensamentos e sentimentos. Nossas células estão constantemente controlando nossos pensamentos com capacidade de modificá-los. Se acaso estamos depressivos, o nosso sistema imunológico pode decair; ao nos apaixonarmos podemos fortificá-lo consideravelmente. Recordar a experiência de uma situação estressante pode liberar o mesmo fluxo de hormônio destrutivo que o estresse. Ensina o médico-filósofo que não devemos agir desta maneira. Nossas células estão a todo instante processando nossas experiências e metabolizando-as de acordo com nossos pensamentos. Não podemos simplesmente captar dados destrutivos e armazená-los na nossa mente. Você se transforma na interpretação quando o internaliza. Quem está deprimido por causa da perda de um emprego, projeta tristeza por toda parte do corpo. Explica o filósofo que a produção de neurotransmissores por parte do cérebro se reduz, o nível de hormônio, baixa, o ciclo do sono é interrompido, os receptores neuropeptiídicos na superfície externa das células da pele tornam-se distorcidos, as plaquetas sanguíneas ficam mais viscosas e mais propensas a formar placas e até nossas lágrimas contém traços químicos diferentes das lágrimas de alegria. A depressão destroi o organismo humano.

O filosófo nalisa ainda que, todo este perfil bioquímico será drasticamente alterado quando a pessoa encontra uma nova situação e reforça ainda o médico-filósofo, a grande necessidade de usar nossa consciência para criar os corpos que realmente desejamos. A ansiedade por causa de um exame acaba passando, assim como a depressão por causa de um emprego perdido, mas o processo de envelhecimento do ser humano deve ser combatido cotidianamente. Indaga ainda o filósofo. “Quer saber como está o seu corpo hoje? Lembre-se do que pensou ontem. Quer saber como estará seu corpo amanhã? Olhe seus pensamentos hoje”. A conclusão deste sábio filósofo é importantíssima. Ele diz: “ou você abre seu coração, ou algum cardiologista o fará por você”. Devemos estar cientes que a nossa consciência é soberana na natureza humana e aceitar que, se a consciência não for algo que aparece, emerge e se acrescenta desde o nosso nascimento. Embora a consciência seja a coisa mais conhecida e acessível que cada um de nós possui, ela continua como um dos fenômenos menos compreendidos deste mundo. Afinal os romanos já diziam que a sanidade da nossa mente, e do nosso corpo estão intimamente interligadas.

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