A crise segundo Einstein
por
Antonio Carlos Del Nero
Albert
Einstein nasceu na Alemanha, mas escolheu os Estados Unidos
para viver durante certo tempo de sua vida. É criador
da teoria da relatividade que revolucionou o mundo na sua
época e continua revolucionando até nossos dias.
Ganhou o Prêmio Nobel de Física de 1921 pela
correta explicação do efeito fotoeléctrico.
O seu trabalho teórico possibilitou o desenvolvimento
da energia atômica, porém não era essa
a sua intenção.
A
teoria da relatividade fez Einstein famoso mundialmente e,
na cultura popular, se tornou sinômimo de gênio.
Einstein é o gênio da Ciência. Foi eleito
pela revista Time como a “Pessoa do Século”
e a sua foto mostrando a língua é uma das mais
conhecidas em todo o mundo. Porém, sua vida nem sempre
foi fácil. Enfrentou diversas crises, inclusive financeira.
Quando apresentou a sua teoria foi desacreditado e até
humilhado pelos cientistas da sua época.
Incentivado
por sua mulher, Mileva Maric, que também era cientista,
não desanimou e após alguns anos da publicação
de sua teoria foi convidado, no ano de 1914, por Max Planck
para lecionar na Universidade de Berlim, a mais importante
universidade da época. Logo depois, irrompia a Primeira
Guerra Mundial.
Vivemos
atualmente uma crise econômica mundial, enraizada nos
Estados Unidos, propagada pelo globo. Dizem que é uma
crise tão grave quanto a de 1929 , vivenciada por Einstein,
quando quebrou a bolsa de Nova Iorque. As lições
deixadas por Einstein não foram só no campo
científico. As palavras abaixo descritas são
de sua autoria e merecem reflexões:
“Não
pretendemos que as coisas mudem, se sempre fazemos o mesmo.
A crise é a melhor benção que pode ocorrer
com as pessoas e países, porque a crise traz progressos.
A criatividade nasce da angústia, como o dia nasce
da noite escura. É na crise que nascem as invenções,
os descobrimentos e as grandes estratégias. Quem supera
a crise, supera a si mesmo sem ficar superado.
Quem
atribui à crise seus fracassos e penúrias, violenta
seu próprio talento e respeita mais aos problemas do
que as soluções. A verdadeira crise é
a crise da incompetência. O inconveniente das pessoas
e dos países é a esperança de encontrar
as saídas e soluções fáceis. Sem
crise não há desafios, sem desafios, a vida
é uma rotina, uma lenta agonia. Sem crise não
há mérito. É na crise que se aflora o
melhor de cada um. Falar de crise é promovê-la,
e calar-se sobre ela é exaltar o conformismo. Em vez
disso, trabalhemos duro. Acabemos de uma vez com a única
crise ameaçadora, que é a tragédia de
não querer lutar para superá-la.”
Sem
sombras de dúvidas a atual conjuntura econômica
não é favorável e a queda da produção
industrial provoca demissões em massa. A recessão
econômica assola diversos países.
No Brasil, o governo do presidente Lula, que no começo
da crise parecia pouco preocupado com a situação,
mudou o tom de voz e agora toma várias medidas econômicas
para enfrentá-la. Sua equipe econômica diminuiu
impostos e tenta convencer o brasileiro de que a crise é
passageira e que o caminho é continuar produzindo.
De
acordo com as palavras de Einstein, algumas medidas tomadas
pelo governo estão no rumo certo contra a crise. Poderia
também aproveitar e tomar atitudes mais ousadas e éticas.
Enxugar a máquina administrativa, reduzir gastos, principalmente
acabar com o uso incontrolável dos famigerados cartões
corporativos seria de bom grado para o povo brasileiro.
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